domingo, 20 de maio de 2007

Sentimentos

Às vezes, olho as profundezas do meu ser
E fico arrepiada.
Que sentimento é este?
Que mistura de dor e de revolta,
Que vontade de fugir e de gritar!
Os dias surgem frios e rotineiros,
A solidão tornou-se habitual.
A frieza ganha espaço no meu íntimo,
A revolta é crescente e natural.
Sei que de nada vale tudo isto,
Nâo há solução para o meu sofrer.
Não sei se há culpados ou se não,
O que sei, com certeza, por agora,
É que se há, como dizem, poder divino,
É de um deus cruel, de um deus que humilha,
Que se alimenta das lamúrias dos seus filhos,
Que, como todos os poderosos que conheço,
Usa o poder para ver bem inquietos
Todos aqueles que de si precisam
E espalha injustiças em todos os seus gestos.

6 comentários:

Rubina disse...

Acredito que para dar valor ao amor temos de sentir ódio, que para perceber a felicidade temos que sentir a tristeza...Para sabermos o que é há que passar pelo que não é. Só conhecendo os dois polos podemos evoluir. Beijinho

Rafeiro Perfumado disse...

É um deus feito à imagem do homem, imperfeito, e a quem faltou levar umas nalgadas em pequeno para aprender a reconhecer os erros...

Obrigado pela visita, aproveitei e dei umas snifadelas por aqui, mas juro que deixei tudo limpinho!

Um grande RAUF para ti!

margusta disse...

Querida Irneh,
...sinto a tua revolta e a tua tristeza...

É natural nestas alturas as pessoas revoltarem-se com Deus... existem coisas que ficam para além da nossa compreensão...
Abraço apertado em ti!

Mocho Falante disse...

ola irneh venho agradecer a visita ao meu poiso...volta sempre a porta estará sempre aberta

João Cordeiro disse...

Ou é pura coincidência ou de não, mas o Ano Louco transcreve tuda aquilo que dizes em verso.

Beijinho sonhador

Isabel Magalhães disse...

Não há fórmulas, não há conselhos, no entanto o princípio da aceitação ajuda muito. Não apaga a dor mas dá outra postura face ao sofrimento.


***
I.