domingo, 8 de fevereiro de 2009

Palavras

Bebo as palavras que me dizes
E sinto o gosto amargo que me deixam...
Disseco-as, procuro os seus sentidos,
Perco-me nelas e nos seus matizes,
Reconstruo-as de novo, peça a peça,
Construo novos castelos proibidos,
Onde ecoam vãs promessas e desejos
E, no fim, vejo cair tudo a meus pés,
Vejo que o sonho não passa de utopia,
Que a vida é só sonhos e marés
E rendo-me ao fluir do dia-a-dia.

Fraternidade - Meme - Confissões

Recebi este «selo» do blogue acima, da minha amiga Ana. Ele implica fazer seis confissões sobre mim mesma e, de seguida, nomear quatro blogues amigos para continuarem a brincadeira. Geralmente, não costumo responder a estes desafios, mas hoje tenho um tempinho e, como gosto muito de "confessar-me", aí vai:

1. Faço este blogue há quase dois anos, para me ocupar os momentos em que me sinto mais triste ou só;
2. Como a minha amiga, não vivo sem café, em casa, na rua, na escola, mas, ao contrário dela, raramente pareço calma aos olhos dos outros e raramente estou calma;
3. Sinto-me muito triste a maioria dos dias, apenas por ter perdido quem tanto amava e ainda não ter digerido a situação, mesmo passados mais de três anos;
4. Perco muito tempo na net, que está quase sempre "on", pois é uma porta que tenho sempre aberta para o mundo e para os meus amigos e filhos;
5. Tenho encontrado aqui bons amigos, sempre disponíveis, sempre atentos, que atenuam um pouco a minha solidão;
6. Sou uma chorona e já estou quase a "desabar", o que revela quão frágil sou.

Gostaria de passar esta brincadeira a todos os blogues amigos, mas como tenho que nomear quatro, aí vão:

- O meu sofá amarelo;
- Mocho Falante;
- Blog do Catarino;
- Memórias Vivas e Reais.

Muito obrigada!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Primeiro quadro de 2009



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sem palavras...

(Açores - foto de António Soares)
Hoje, fica a foto, sem palavras. Não as tenho dominado, ultimamente. Fico-me pelo silêncio, a macerar pensamentos que insistem em me torturar...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Pensamento...

(fotografia de António Soares)

O pensamento sinuoso, labiríntico,
Percorre a tranquilidade interior,
Penetra em todos os recantos,
Remexe os mais ínfimos pormenores
E agita...fere...dilacera...corrói...
Pensar e agir sem sintonia,
No silêncio, na solidão que me destrói...
O pensar a quebrar a harmonia,
A lembrar-me que é fugaz a felicidade,
Que é um sopro, uma ilusão, uma utopia,
Que é um enigma, um mistério, de verdade...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Gatos...


Fiel, tranquilo, sempre ao meu lado, nos bons e nos maus momentos... um verdadeiro amigo!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PERDI A ESPERANÇA COMO UMA CARTEIRA VAZIA...

Hoje, deixo Álvaro de Campos falar por mim...

Perdi a esperança como uma carteira vazia...
Troçou de mim o destino; fiz fi
gas para o outro lado,
E a revolta podia ser bordada a missanga por minha avó
E ser relíquia da sala da casa velha que não tenho.

(Jantávamos cedo, num outrora que já me parece de outra incarnação,
e depois tomava-se chá nas noites sossegadas que não voltam.
Minha infância, meu passado sem adolescência, passaram,
Fiquei triste, como se a verdade me tivesse sido dita,
Mas nunca mais pude sentir verdade nenhuma excepto sentir o passado.)


...hoje, ontem, sempre... resta-me SENTIR O PASSADO. Ficarás sempre guardado no meu coração....

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Novos quadros - óleo sobre tela








































Estes são os últimos quadros que pintei no meio desta confusão da avaliação das escolas... Se tivesse futuro como pintora, mandava-os pintar macacos!!! Assim, resta-me penar até ao fim dos meus dias...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Névoa

(Imagem retirada da net, via Google)

A vida escoa-se entre os dedos desatentos
O corpo refugia-se no silêncio inconsciente
A alma, perdida, procura a utopia
A esperança dilui-se, o sorriso mente...
Não se encontra norte, nem ponto final
Não se vê saída deste labirinto...
Percorrem-se os dias, as noites, os tempos
Numa embriaguês, própria do absinto...
Quisera vencer, derrotar o tédio
Quisera encontrar um sinal, um guia
Mas este cinzento, esta névoa espessa,
Não deixa que o Sol ilumine o dia...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Lamento...

Fugaz felicidade
Porque me abandonaste?
Porque deixaste em mim
Um coração petrificado?
Porque me dás, às vezes,
A esperança de um regresso?
Não me iludas!
Não quero abrir mais feridas,
Não quero mais sofrer...
Quero apenas paz
Quero apenas esquecer...