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quarta-feira, 29 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
De olhos abertos, o mundo é constrangedor:
Cabeças ocas ostentam vaidades,
Gente hipócrita debita simpatias,
Vampiros risonhos aspiram aos céus!!
O homem vulgar, humilde e trabalhador,
Endoidece entre leis e regras de moral,
Entre contas e pudor,
Deita-se extenuado e acorda em sobressalto,
Porque não tem coragem de gritar a sua dor.
Fechar os olhos e praticar a indiferença
É o caminho para atenuar o sofrimento
E conseguir viver num meio tão opressor...
Cabeças ocas ostentam vaidades,
Gente hipócrita debita simpatias,
Vampiros risonhos aspiram aos céus!!
O homem vulgar, humilde e trabalhador,
Endoidece entre leis e regras de moral,
Entre contas e pudor,
Deita-se extenuado e acorda em sobressalto,
Porque não tem coragem de gritar a sua dor.
Fechar os olhos e praticar a indiferença
É o caminho para atenuar o sofrimento
E conseguir viver num meio tão opressor...
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Que vida!
Que caminho doloroso!
Que dura peregrinação!
Palavras, aprisionadas,
Semeiam mil fantasmas
Na tua imaginação!
O tempo, ora lento, ora veloz,
Não deixa margens ao sonho
E sufoca o coração
Com um sofrimento atroz.
E os desejos apagam-se
Como o brilho do olhar.
Soma-se dia após dia
E só te resta esperar...
Que caminho doloroso!
Que dura peregrinação!
Palavras, aprisionadas,
Semeiam mil fantasmas
Na tua imaginação!
O tempo, ora lento, ora veloz,
Não deixa margens ao sonho
E sufoca o coração
Com um sofrimento atroz.
E os desejos apagam-se
Como o brilho do olhar.
Soma-se dia após dia
E só te resta esperar...
sábado, 14 de julho de 2018
Já fui forte, poderosa,
Cheia de brilho e vigor,
Testemunha de promessas,
Amparo de desvalidos,
Dei sombra a desprotegidos
E ouvi juras de amor!
Sofri chuva e vendavais,
Ouvi trovões e rajadas,
Perdi folhas e pernadas
E não me dei por vencida.
Já fui casa de pardais,
Em mim gravaram sinais
Era esta a minha vida.
Mas o esplendor já se foi,
Meu tronco cedeu à idade
E fui ficando vergada,
Já não sirvo para nada
E, sem dó nem piedade,
Fui simplesmente cortada.
Restam-me ainda raízes
E, mesmo com cicatrizes,
Teimo em brotar novamente.
Esta vida é mesmo assim:
Sofres sempre enquanto vives
Mas lutas até ao fim!
segunda-feira, 21 de maio de 2018
São múltiplas as vozes
Que ecoam no silêncio
Destas frias paredes
Erguidas como espadas
Em torno de mim
Como ameaças perpétuas
À pouca lucidez que me resta.
São múltiplas as lágrimas
Que brotam revoltadas
Destes olhos exaustos
Que se perdem em buscas
Do eternamente perdido.
São múltiplos os gestos
Que não chegam a ser
Por não terem destino.
Tantos são os medos
Do simples andar
Pelas horas tão longas.
Tão longe o refúgio,
Promessa tardia
Da paz desejada.
Quem me fez nascer
Quem me pôs no mundo
Sem saber se eu queria?
Que ecoam no silêncio
Destas frias paredes
Erguidas como espadas
Em torno de mim
Como ameaças perpétuas
À pouca lucidez que me resta.
São múltiplas as lágrimas
Que brotam revoltadas
Destes olhos exaustos
Que se perdem em buscas
Do eternamente perdido.
São múltiplos os gestos
Que não chegam a ser
Por não terem destino.
Tantos são os medos
Do simples andar
Pelas horas tão longas.
Tão longe o refúgio,
Promessa tardia
Da paz desejada.
Quem me fez nascer
Quem me pôs no mundo
Sem saber se eu queria?
domingo, 8 de abril de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
A vida vai-me ensinando
Lições em todos os dias,
Mas não sei 'inda lidar
Com tantas hipocrisias.
Lições em todos os dias,
Mas não sei 'inda lidar
Com tantas hipocrisias.
Talvez já não tenha tempo
De mudar o meu agir,
Pois demoro a aprender
Como se deve mentir.
De mudar o meu agir,
Pois demoro a aprender
Como se deve mentir.
Aos pouquinhos descobri
Que comprar e não pagar
É uma regra comum
E não faz envergonhar.
Que comprar e não pagar
É uma regra comum
E não faz envergonhar.
Também já sei que viver
À conta do "se me dão"
Não cansa pernas nem costas
Nem causa grande aflição.
À conta do "se me dão"
Não cansa pernas nem costas
Nem causa grande aflição.
Roubar pouco não interessa
Que te podem vir prender!
Rouba muito, até poderes
Que te vão enaltecer.
Que te podem vir prender!
Rouba muito, até poderes
Que te vão enaltecer.
Se fores honesto e capaz,
Mas contestares um pouquinho,
Em toda a vida serás
Um pobre desgraçadinho.
Mas contestares um pouquinho,
Em toda a vida serás
Um pobre desgraçadinho.
Se fores trafulha e ousado,
Mas tiveres nome sonante,
Podes ser por toda a vida
Um vigarista elegante.
Mas tiveres nome sonante,
Podes ser por toda a vida
Um vigarista elegante.
Tanta coisa neste mundo
Que me deixa boquiaberta
E todos os dias faço
Uma nova descoberta.
Que me deixa boquiaberta
E todos os dias faço
Uma nova descoberta.
Mudar a minha atitude
Está fora de questão,
Mas vou ficando encharcada
Em muita desilusão!!
Está fora de questão,
Mas vou ficando encharcada
Em muita desilusão!!
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Quando os outros é que importam, mas tu não
Quando os outros tudo querem, mas tu não
Quando os outros só te usam e se lamentam,
E acham que não fazes quanto podes,
Se te restarem forças lá no fundo,
Respira intensamente e grita ao mundo
Que és apenas gente e nada mais,
Que também sentes as tristezas dos demais
E tens milhares de dores que silencias,
E que, se calhar, também tu apenas querias
Delegar noutros o peso que carregas,
Aconchegar a cabeça no lençol,
Dormir tranquilamente a noite inteira
E acordar apenas porque há sol!
Quando os outros tudo querem, mas tu não
Quando os outros só te usam e se lamentam,
E acham que não fazes quanto podes,
Se te restarem forças lá no fundo,
Respira intensamente e grita ao mundo
Que és apenas gente e nada mais,
Que também sentes as tristezas dos demais
E tens milhares de dores que silencias,
E que, se calhar, também tu apenas querias
Delegar noutros o peso que carregas,
Aconchegar a cabeça no lençol,
Dormir tranquilamente a noite inteira
E acordar apenas porque há sol!
terça-feira, 24 de outubro de 2017
E,no final, há apenas silêncio...
Há a paz desejada,
A tranquilidade que sempre nos fugiu,
O sono oferecido e eterno.
Não deveríamos chorar o fim,
Antes celebrá-lo entre rosas e amigos!
Quando nascemos, choramos.
Porque nos iludimos então?
Se nascer fosse uma dádiva,
Se vir ao mundo merecesse celebração,
Decerto começaríamos
Ao som de uma bela canção...
Há a paz desejada,
A tranquilidade que sempre nos fugiu,
O sono oferecido e eterno.
Não deveríamos chorar o fim,
Antes celebrá-lo entre rosas e amigos!
Quando nascemos, choramos.
Porque nos iludimos então?
Se nascer fosse uma dádiva,
Se vir ao mundo merecesse celebração,
Decerto começaríamos
Ao som de uma bela canção...
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