Na imensidão do silêncio em que mergulho,
O pensamento solta o freio limitador
E, numa batalha que eu perco sem orgulho,
Faz-me sentir prisioneira desta dor.
Rabisco obsessões em brancas folhas,
Esboço planos novos a viver
E, prometendo, a mim mesma, novas escolhas
Acabo sempre sem saber como esquecer.
Assim passam os dias, passa o tempo
E eu vou ficando mais velha e muito dura
E quando paro e olho para dentro
Lamento muito esta minha face escura.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Adeus a mais um velho ano
Duro ano, de tantas incertezas,
De tanta agonia e desengano,
De medos, de perdas, de tristezas.
Para o novo ano, não quero pedir nada,
Porque acredito que nada nos é dado.
Tenho sonhos (ainda sou ousada)…
E desejos em número ilimitado.
Desejo ter saúde, paz, amor
E que, no nosso mundo inteiro,...
Acabe a dura guerra, acabe a dor,
Que não haja batalhas por dinheiro.
Que haja trabalho por fazer,
Risadas entre amigos, noite e dia,
Que tenhamos vontade de viver
E que sintamos sempre a alegria.
Que o amor não prime pela ausência
E que os dias se contem por felizes,
E que tenhamos sempre consciência
Que na vida não passamos de aprendizes.
Duro ano, de tantas incertezas,
De tanta agonia e desengano,
De medos, de perdas, de tristezas.
Para o novo ano, não quero pedir nada,
Porque acredito que nada nos é dado.
Tenho sonhos (ainda sou ousada)…
E desejos em número ilimitado.
Desejo ter saúde, paz, amor
E que, no nosso mundo inteiro,...
Acabe a dura guerra, acabe a dor,
Que não haja batalhas por dinheiro.
Que haja trabalho por fazer,
Risadas entre amigos, noite e dia,
Que tenhamos vontade de viver
E que sintamos sempre a alegria.
Que o amor não prime pela ausência
E que os dias se contem por felizes,
E que tenhamos sempre consciência
Que na vida não passamos de aprendizes.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Queria ouvir a chuva na janela
Vê-la escorrer pelo vidro fino e frio
Enquanto eu, aninhada junto a ela,
Sonhava com teus beijos junto ao rio.
Mas não chove, não neva, só venteja
E o meu desejo não pode ser cumprido
E vou ficando neste canto onde
flameja
Uma réstia desta vida sem sentido.
Em meu socorro vem a noite abençoada
Que aligeira em mim a pesada
nostalgia
E espero que a chuva lenta que não
tarda
Te traga em sonhos para mim até ser
dia.
domingo, 24 de novembro de 2013
Dá-me um
pouquinho de ti,
Do teu jeito
sedutor,
Da tua paz
sem limites,
Um pouco do
teu amor.
Não me
deixes sem amparo,
Sem saciar
minha sede.
Dá-me um
pouco do teu colo,
Do teu jeito
ternurento,
Não me faças
mendigar,
Não te
finjas de avarento.
Diz-me
palavras bonitas,
Não as
poupes, por favor,
Porque as
palavras bonitas,
Juntas a
ramos de rosas,
Desde que
sejam sentidas,
Em dias
frios, sem calor,
São sempre
bem saborosas.
E mesmo que
o sonho acabe
E tudo se
desvaneça,
Eu quero
sonhar outra vez,
Eu quero que
aconteça.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Estão gélidas
as mãos que não te encontram
Entristecido
o rosto que não vê o teu olharEnquanto, cá dentro, em luta, se confrontam
Tantas coisas de que eu nem quero falar.
Pergunto-me
porque calo o meu sentir
E não
liberto o que penso sem pudorE na minha mente não deixam de fluir
Fantasmas que se riem desta dor.
Se alguém me
perguntar porque assim sou,
Não terei
resposta certa para lhe darMas creio que só quem nunca pensou
Pode fazer o que quer sem hesitar.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Já não vejo alegria nos olhares
Nem o gesto terno e carinhoso
Nos corpos indolentes que se arrastam
Pelos bancos de jardins abandonados.
Remoem no silêncio a ansiedade
Da má sorte a que foram condenados,
Neste país que já foi tão glorioso.
Agora, que julgavam já passados
Os tormentos que agitaram os seus dias,
Perderam sonhos, esqueceram ousadias
E olham vagamente as suas vidas,
Sem brilho, sem esperança, sem calor,
Esquecendo alegrias já vividas,
Temendo ver maior a sua dor.
Nem o gesto terno e carinhoso
Nos corpos indolentes que se arrastam
Pelos bancos de jardins abandonados.
Remoem no silêncio a ansiedade
Da má sorte a que foram condenados,
Neste país que já foi tão glorioso.
Agora, que julgavam já passados
Os tormentos que agitaram os seus dias,
Perderam sonhos, esqueceram ousadias
E olham vagamente as suas vidas,
Sem brilho, sem esperança, sem calor,
Esquecendo alegrias já vividas,
Temendo ver maior a sua dor.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Cansada, confusa, talvez perdida,
Vagueio neste mundo sem futuro,
Sem ter um sol que aqueça a minha vida,
Sem ter em ti o meu porto tão seguro.
Os dias passam, lentos e cinzentos,
O céu parece longe e inacessível
E eu, triste, fico olhando por momentos
O futuro tão incerto e impossível.
Sinto, bem forte, a angústia que magoa
E as palavras recusam tomar voz
Para dizer as penas que a alma sente.
Sigo no meu silêncio tão à toa,
Tão sem norte nesta vida tão atroz
Que não sei se sou coisa ou se sou gente.
domingo, 10 de novembro de 2013
Ai o tempo…
O tempo que
passa
E nos deixa
sem tempo…
Que marca na
pele
Os sulcos da
idade,
Que sulca
sem dó
Na alma da
gente,
Que brinca
connosco
E nos deixa
contentes,
O tempo que
foge
Sem esperar
por nós
Que vamos
correndo,
Esquecendo o
presente…
Ai o tempo… o
tempo
Que ainda
não foi
E já é
passado,
Que passa
voando,
Mesmo ao
nosso lado.
É tempo de
vermos
Que não
temos tempo
Para as
coisas simples
Neste mundo
sedento…
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Pinto o teu rosto a traços largos
Na tela enorme desta solidão
E, com os dedos, ajeito-te os cabelos,
Toco-te os lábios com a minha mão.
Procuro sentir o teu calor imenso
Nos dias frios de valores humanos
E encostar meu rosto ao teu peito quente
Para conforto dos traumas mundanos.
Mas a realidade vence a ilusão
E depressa sinto que o sonho se esvai....
Volta a saudade, o medo e a raiva,
Escurece o céu e a chuva cai…
Pudera eu comandar o sonho
E assim ficaria, de noite e de dia,
No porto seguro da nossa paixão,
Apesar das chuvas e da ventania…
Na tela enorme desta solidão
E, com os dedos, ajeito-te os cabelos,
Toco-te os lábios com a minha mão.
Procuro sentir o teu calor imenso
Nos dias frios de valores humanos
E encostar meu rosto ao teu peito quente
Para conforto dos traumas mundanos.
Mas a realidade vence a ilusão
E depressa sinto que o sonho se esvai....
Volta a saudade, o medo e a raiva,
Escurece o céu e a chuva cai…
Pudera eu comandar o sonho
E assim ficaria, de noite e de dia,
No porto seguro da nossa paixão,
Apesar das chuvas e da ventania…
Não sei se é virtude ou sina...
Não sei calar o que penso,
Não quero calar o que sinto,
Não posso fazer-me surda.
Sou cidadã do mundo,
E, mesmo que muito tente,
Não consigo ficar muda.
Digo o que sinto e penso,
Incomodo muita gente
E disso estou consciente......
Mas...
Não me atirem falsas modéstias,
Nem lamentos descabidos.
Já não tenho a ingenuidade
Que tive em tempos idos.
Não sei calar o que penso,
Não quero calar o que sinto,
Não posso fazer-me surda.
Sou cidadã do mundo,
E, mesmo que muito tente,
Não consigo ficar muda.
Digo o que sinto e penso,
Incomodo muita gente
E disso estou consciente......
Mas...
Não me atirem falsas modéstias,
Nem lamentos descabidos.
Já não tenho a ingenuidade
Que tive em tempos idos.
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