PENSO, penso, penso.
Obsessivamente penso.
E sempre concluo que pensar
Me rouba o sorriso,
Me cansa,
Me dói.
sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Sei que as palavras me fogem.
Escapam-se, irritadas,
Quando percebem que as uso,
Que as manipulo ou até destruo,
Em frases insensatas e banais.
É talvez a minha cobardia,
O medo de as deixar falar,
De as deixar ter a ousadia
De espelharem esta alma aos demais.
Prefiro, ainda que com dor,
Manter só para mim esse segredo,
Guardá-lo cá dentro com rigor
Para evitar o riso, a crítica, a ironia
Ou que ousem revelar com despudor
A verdade, o sonho, o desejo, a fantasia...
Escapam-se, irritadas,
Quando percebem que as uso,
Que as manipulo ou até destruo,
Em frases insensatas e banais.
É talvez a minha cobardia,
O medo de as deixar falar,
De as deixar ter a ousadia
De espelharem esta alma aos demais.
Prefiro, ainda que com dor,
Manter só para mim esse segredo,
Guardá-lo cá dentro com rigor
Para evitar o riso, a crítica, a ironia
Ou que ousem revelar com despudor
A verdade, o sonho, o desejo, a fantasia...
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Não sei se é o tempo,
O tempo que se arrasta,
Se a chuva, o frio ou o vento forte,
Não sei o que me oprime e me destrói,
O que me faz chorar perdidamente,
Se é o dia, a noite ou a má sorte.
Só sei que na minha alma não há esperança
E os sorrisos dóceis já escasseiam
E as palavras, aos poucos, já rareiam
E são parcos os momentos de bonança....
Tenho em mim um turbilhão de sentimentos,
Dúvidas, revoltas, medos e terrores
Ânsia, desespero, raiva e até dores
Que me fazem lavrar estes lamentos
E sentir que nada sou, que nada valho,
E que no mundo estou, mas sem ventura,
Sozinha, triste, frágil e insegura
Como uma pobre gotícula de orvalho…
O tempo que se arrasta,
Se a chuva, o frio ou o vento forte,
Não sei o que me oprime e me destrói,
O que me faz chorar perdidamente,
Se é o dia, a noite ou a má sorte.
Só sei que na minha alma não há esperança
E os sorrisos dóceis já escasseiam
E as palavras, aos poucos, já rareiam
E são parcos os momentos de bonança....
Tenho em mim um turbilhão de sentimentos,
Dúvidas, revoltas, medos e terrores
Ânsia, desespero, raiva e até dores
Que me fazem lavrar estes lamentos
E sentir que nada sou, que nada valho,
E que no mundo estou, mas sem ventura,
Sozinha, triste, frágil e insegura
Como uma pobre gotícula de orvalho…
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Do céu nublado e longínquo do ocidente
Saem filtrados brilhantes raios de luz
Que pintam o mar naquela tarde ardente
E desenham uma paisagem que seduz.
Na quietude do mar repousam os meus olhos
E penso em ti, lá longe, tão ausente
E sonho com uma vida sem dor e sem escolhos
Contigo ao lado, juntinhos, para sempre.
Saem filtrados brilhantes raios de luz
Que pintam o mar naquela tarde ardente
E desenham uma paisagem que seduz.
Na quietude do mar repousam os meus olhos
E penso em ti, lá longe, tão ausente
E sonho com uma vida sem dor e sem escolhos
Contigo ao lado, juntinhos, para sempre.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Se...
Se a vida não fosse condicionada por constantes conjunções condicionais
E o ritmo dos dias se conjugasse sempre de modo regular
Talvez eu conseguisse seguir rumo ao futuro como os demais
De coração tranquilo, em paz, sem temer nem questionar.
Não é assim a vida, não sei se por bem ou se por mal.
Ela exige de cada um de nós a razão forte a controlar
Mesmo que os nossos olhos vertam lágrimas com sabor a sal.
Se a vida não fosse condicionada por constantes conjunções condicionais
E o ritmo dos dias se conjugasse sempre de modo regular
Talvez eu conseguisse seguir rumo ao futuro como os demais
De coração tranquilo, em paz, sem temer nem questionar.
Não é assim a vida, não sei se por bem ou se por mal.
Ela exige de cada um de nós a razão forte a controlar
Mesmo que os nossos olhos vertam lágrimas com sabor a sal.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Parti a couraça de ferro frio e forte
Que a vida talhou e me impôs, sem piedade.
Deixei-a fissurar, perdeu a rigidez
E, pela fenda, que cresce a desnorte,
Assoma, sem pudor, muita fragilidade.
Não quero que me olhem!
Virai-vos, por favor!
Foi apenas um momento de má sorte,
Que surgiu, que passou e já se foi.
Suturei o ferro a fogo e dor...
E eis-me aqui de novo reerguida
Para dar o rosto, a face, o peito, a vida,
Sem vacilar, sem me sentir perdida
Neste mundo agreste e impiedoso,
Cujos caminhos inóspitos e incertos
Tornam este percurso doloroso.
Que a vida talhou e me impôs, sem piedade.
Deixei-a fissurar, perdeu a rigidez
E, pela fenda, que cresce a desnorte,
Assoma, sem pudor, muita fragilidade.
Não quero que me olhem!
Virai-vos, por favor!
Foi apenas um momento de má sorte,
Que surgiu, que passou e já se foi.
Suturei o ferro a fogo e dor...
E eis-me aqui de novo reerguida
Para dar o rosto, a face, o peito, a vida,
Sem vacilar, sem me sentir perdida
Neste mundo agreste e impiedoso,
Cujos caminhos inóspitos e incertos
Tornam este percurso doloroso.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Às vezes, no silêncio do meu quarto,
Dou por mim a questionar,
Sem um motivo aparente,
Os mistérios insondáveis
Dos seres vivos e pensantes
A quem chamamos de gente.
"Todo o homem é uma ilha"
Já dizia Saramago,
Bem perdida em alto mar,
Agitada por tufões,...
Pelas ondas furiosas,
Por terramotos mentais
Que soam como trovões.
O ser humano é mistério,
Com pistas certas e erradas,
E, por mais que nós tentemos,
As chaves desse segredo
Estão com ele bem guardadas.
Na caminhada da vida,
Vamos lendo alguns sinais
Que nos fazem perceber,
Mas com dúvidas imensas,
Os meandros dos demais...
E prosseguimos a luta,
Da juventude à velhice,
Com consciência perfeita
Que cada ser de si só mostra
A face que lhe convém
E, por mais que nós pensemos,
Por muito que analisemos,
Cada um mal se conhece
E não conhece mais ninguém.
Dou por mim a questionar,
Sem um motivo aparente,
Os mistérios insondáveis
Dos seres vivos e pensantes
A quem chamamos de gente.
"Todo o homem é uma ilha"
Já dizia Saramago,
Bem perdida em alto mar,
Agitada por tufões,...
Pelas ondas furiosas,
Por terramotos mentais
Que soam como trovões.
O ser humano é mistério,
Com pistas certas e erradas,
E, por mais que nós tentemos,
As chaves desse segredo
Estão com ele bem guardadas.
Na caminhada da vida,
Vamos lendo alguns sinais
Que nos fazem perceber,
Mas com dúvidas imensas,
Os meandros dos demais...
E prosseguimos a luta,
Da juventude à velhice,
Com consciência perfeita
Que cada ser de si só mostra
A face que lhe convém
E, por mais que nós pensemos,
Por muito que analisemos,
Cada um mal se conhece
E não conhece mais ninguém.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Na imensidão do silêncio em que mergulho,
O pensamento solta o freio limitador
E, numa batalha que eu perco sem orgulho,
Faz-me sentir prisioneira desta dor.
Rabisco obsessões em brancas folhas,
Esboço planos novos a viver
E, prometendo, a mim mesma, novas escolhas
Acabo sempre sem saber como esquecer.
Assim passam os dias, passa o tempo
E eu vou ficando mais velha e muito dura
E quando paro e olho para dentro
Lamento muito esta minha face escura.
O pensamento solta o freio limitador
E, numa batalha que eu perco sem orgulho,
Faz-me sentir prisioneira desta dor.
Rabisco obsessões em brancas folhas,
Esboço planos novos a viver
E, prometendo, a mim mesma, novas escolhas
Acabo sempre sem saber como esquecer.
Assim passam os dias, passa o tempo
E eu vou ficando mais velha e muito dura
E quando paro e olho para dentro
Lamento muito esta minha face escura.
Adeus a mais um velho ano
Duro ano, de tantas incertezas,
De tanta agonia e desengano,
De medos, de perdas, de tristezas.
Para o novo ano, não quero pedir nada,
Porque acredito que nada nos é dado.
Tenho sonhos (ainda sou ousada)…
E desejos em número ilimitado.
Desejo ter saúde, paz, amor
E que, no nosso mundo inteiro,...
Acabe a dura guerra, acabe a dor,
Que não haja batalhas por dinheiro.
Que haja trabalho por fazer,
Risadas entre amigos, noite e dia,
Que tenhamos vontade de viver
E que sintamos sempre a alegria.
Que o amor não prime pela ausência
E que os dias se contem por felizes,
E que tenhamos sempre consciência
Que na vida não passamos de aprendizes.
Duro ano, de tantas incertezas,
De tanta agonia e desengano,
De medos, de perdas, de tristezas.
Para o novo ano, não quero pedir nada,
Porque acredito que nada nos é dado.
Tenho sonhos (ainda sou ousada)…
E desejos em número ilimitado.
Desejo ter saúde, paz, amor
E que, no nosso mundo inteiro,...
Acabe a dura guerra, acabe a dor,
Que não haja batalhas por dinheiro.
Que haja trabalho por fazer,
Risadas entre amigos, noite e dia,
Que tenhamos vontade de viver
E que sintamos sempre a alegria.
Que o amor não prime pela ausência
E que os dias se contem por felizes,
E que tenhamos sempre consciência
Que na vida não passamos de aprendizes.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Queria ouvir a chuva na janela
Vê-la escorrer pelo vidro fino e frio
Enquanto eu, aninhada junto a ela,
Sonhava com teus beijos junto ao rio.
Mas não chove, não neva, só venteja
E o meu desejo não pode ser cumprido
E vou ficando neste canto onde
flameja
Uma réstia desta vida sem sentido.
Em meu socorro vem a noite abençoada
Que aligeira em mim a pesada
nostalgia
E espero que a chuva lenta que não
tarda
Te traga em sonhos para mim até ser
dia.
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