segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Pensamento matinal

A morte

estilhaça a vida

dos que partem

e

a alma

dos que ficam.

domingo, 18 de novembro de 2007

Desafio

A Sirk do http://pausaparacafe.blogspot.com/ desafiou-me a:

1.Pegar num livro que estivesse próximo;
2.Abri-lo na página 161;
3.Procurar a 5ª frase completa;
4.Postar essa frase no blogue;
5.Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6.Passar o desafio a 5 bloguistas.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E pronto, aqui fica a frase de um dos livros que ando a ler. Fora de contexto, fica aberta às mais diversas interpretações.
«Tente lembrar-se das vezes que conviveu com pessoas assim.»

in REDFIELD, James, A Profecia Celestina, 24ª ed., Casa das Letras

Passo o desafio aos seguintes bloguistas:
1. http://delta-fox.blogspot.com/
2. http://mochofalante.blogspot.com/
3. http://simplicidadecomplexa.blogspot.com/
4. http://sonhadoremfulltime.blogspot.com/
5.http://marinheiroaguadoce.blogspot.com/

Everybody's Free to Wear Sunscreen! (ORIGINAL VERSION) -Um conjunto de conselhos em tom suave...




Um video com fraca qualidade de imagem, mas com um conteúdo maravilhoso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Vida de merda

Novembro traz consigo memórias que compulsivamente me assaltam, em forma de pesadelo. Até o Sol, com seu brilho excessivo, me incomoda, é inoportuno. Deixo que o tempo passe por mim, mas queria-o mais solidário com o meu estado de alma. Preferia o céu nublado, a chuva, o vento irado, o frio cortante.
Vivo os dias em quase total apatia, sem metas, sem motivação, como se o amanhã não passasse de uma miragem. Vivo ao sabor da corrente. Sou como um tronco de árvore que, depois de abatido, perdeu toda a sua imponência e vai rio abaixo, batendo aqui e além, caindo de precipícios, umas vezes deslizando suavemente, outras levado pela fúria das águas. Entregou-se ao rio. O rio que me transporta faz de mim o que quer. Não há barco, nem barqueiro que me lance o remo.
Lobo Antunes disse há tempos que " a morte é uma puta". Concordo com ele. E é tão puta que, quando chega, contagia a vida e faz dela sua companheira. Por isso, já não sei se diga "puta de morte" ou "puta de vida". Fico-me pela "vida de merda".

sábado, 10 de novembro de 2007

Eu sem você...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Rosas brancas para ti


A noite cobre com seu manto gélido
A ferida aberta no corpo e na alma
A solidão envolve a dor do meu peito
Não há um momento que respire calma.

Inerte, gelada, aos poucos desisto
Deixo-me arrastar na forte torrente
Procuro o teu corpo e só pó encontro
Fiquei cá na terra, mas estou ausente.

Sentada a um canto, olho o teu retrato
Afago o teu rosto, beijo o teu olhar
É um gosto amargo, é pura ilusão
Não te tenho aqui, para te abraçar.

O tempo, correndo, espalha memórias
Que guardo no peito p'ra sobreviver
Por muito que viva, mesmo que mil anos
Não esqueço o teu rosto, nem o teu sofrer.

Ofereço-te rosas, brancas, meu amor
De branco tão puro, como preferias
Ficaram murchando de tristeza e dor
Por não ver sorrir, como tu sorrias.


Onde quer que estejas...um beijo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Um poema

Um poema
é a reza dum rosário
imaginário.
Um esquema
dorido.
Um teorema
que se contradiz.
Uma súplica.
Uma esmola.
Dores,
vividas umas,
sonhadas outras...
(Inútil destrinçar).


Um poema
é a pedra duma escola
com palavras a giz
para a gente apagar
ou guardar.

In DIAS, Saul, Essência

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Hoje estou assim






Hoje estou melancólica, cansada, com saudades...

sábado, 20 de outubro de 2007

Outono


Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome,
somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente
e tão avara
de alegria.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Acrílico sobre tela...

O mesmo quadro, já modificado...


De regresso aos pincéis... Sem muita vontade e pouca inspiração.