Agora que tanto se fala nos professores, que saltaram para a ribalta porque, de repente, toda a gente descobriu que eram a pior espécie ao cimo da terra, sobretudo se forem professores e funcionários públicos, eu sinto necessidade de escrever sobre o tema.
Não vou, como seria de esperar de uma professora com quase trinta anos de serviço, começar aqui a lamentar-me, nem me vou defender, porque não me sinto culpada de nada. Sempre tentei fazer o meu melhor. Mas tenho uma pergunta: quando se escreve, se fala, se debate, se faz humor a propósito dos docentes, incluem-se os do Ensino Superior? Não?! Nem pensar?!Têm a certeza!? Era o que eu esperava. Superior é sinónimo de "à parte", "elevado", "intocável". Se calhar, estou com um problema de sinonímia - não consigo encontrar um sinónimo total. Mas também pouco importa.
E por que motivo falo eu dos senhores professores do Ensino Superior? Por achar que é preciso falar de TODOS os professores. Fui aluna do superior, tenho um fiilho que já foi aluno e ainda tenho outro filho no 4º ano de um curso universitário. Hoje, este último, disse-me uma coisa que julguei anedota. Mas não era. Um dos seus digníssimos professores afixou, na semana passada, uma pauta. Naturalmente, os alunos cumpriram o dever de verificar os resultados. Uns ficaram contentes, outros nem por isso. Passou o fim de semana e, muito mais tranquilo, o senhor professor afixou nova pauta. Também é "quase" normal. Podia ter-se esquecido de um aluno! Mas não! O caricato aconteceu. Alguns dos alunos que já tinham visto a pauta e estavam aprovados na cadeira tiveram uma surpresa: agora estão reprovados! O que era deixou de ser! Felizmente, o meu filho não foi contemplado pela surpresa! Por enquanto! Quem sabe se aquela pauta não estará em constante mudança?
Pergunto eu: se isto acontecesse numa escola secundária o que seria do professor? O dicionário de calão não teria termos suficientes para o insultar, no mínimo!
O que me faz confusão (e já fazia, quando fui aluna) é que no Ensino Superior os alunos não vejam todos as suas frequências, os seus exames, os seus trabalhos. Limitam-se a fazê-los, a receber as notas, ponto final. Querem ver alguma coisa? Então paguem (no privado!); falem com o professor (com cuidado, pode ele voltar a leccionar outra cadeira vossa!); esqueçam o assunto e fiquem na dúvida; vejam, mas apesar do que virem, resignem-se, porque está feito e "eu é que mando", etc.
Podia ficar aqui a contar destas "anedotas" e até outras muito mais interessantes, como aquela em que um professor, na segunda época, mandou sentar os alunos que tiveram menos de seis no primeiro exame, à direita; os que tiveram menos de oito, ao centro; os restantes à esquerda. Porque seria? Para os alunos ficarem mais calmos antes do exame?!!!
Antes de terminar este meu "post", quero dizer que tive excelentes professores e que também os meus filhos tiveram a sorte de encontrar alguns. Humanos, do Superior sem se acharem "superiores", sem medo de serem questionados, porque sabiam o que faziam. Mas os restantes fazem o que querem e até acham que, se são contestados, é porque são exigentes. E exibem esse "estatuto". E não há quem, dentro da instituição, os faça mudar de ideias. Nem sei mesmo se tentam. A ideia que passa para fora das universidades é que o corpo docente está desmembrado! É cada um por si.
Gente incompetente há em todo o lado, professores incompetentes também há em todos os níveis de ensino. Não somos só nós, os do "inferior"! A cada um o que lhe é devido!
Não vou, como seria de esperar de uma professora com quase trinta anos de serviço, começar aqui a lamentar-me, nem me vou defender, porque não me sinto culpada de nada. Sempre tentei fazer o meu melhor. Mas tenho uma pergunta: quando se escreve, se fala, se debate, se faz humor a propósito dos docentes, incluem-se os do Ensino Superior? Não?! Nem pensar?!Têm a certeza!? Era o que eu esperava. Superior é sinónimo de "à parte", "elevado", "intocável". Se calhar, estou com um problema de sinonímia - não consigo encontrar um sinónimo total. Mas também pouco importa.
E por que motivo falo eu dos senhores professores do Ensino Superior? Por achar que é preciso falar de TODOS os professores. Fui aluna do superior, tenho um fiilho que já foi aluno e ainda tenho outro filho no 4º ano de um curso universitário. Hoje, este último, disse-me uma coisa que julguei anedota. Mas não era. Um dos seus digníssimos professores afixou, na semana passada, uma pauta. Naturalmente, os alunos cumpriram o dever de verificar os resultados. Uns ficaram contentes, outros nem por isso. Passou o fim de semana e, muito mais tranquilo, o senhor professor afixou nova pauta. Também é "quase" normal. Podia ter-se esquecido de um aluno! Mas não! O caricato aconteceu. Alguns dos alunos que já tinham visto a pauta e estavam aprovados na cadeira tiveram uma surpresa: agora estão reprovados! O que era deixou de ser! Felizmente, o meu filho não foi contemplado pela surpresa! Por enquanto! Quem sabe se aquela pauta não estará em constante mudança?
Pergunto eu: se isto acontecesse numa escola secundária o que seria do professor? O dicionário de calão não teria termos suficientes para o insultar, no mínimo!
O que me faz confusão (e já fazia, quando fui aluna) é que no Ensino Superior os alunos não vejam todos as suas frequências, os seus exames, os seus trabalhos. Limitam-se a fazê-los, a receber as notas, ponto final. Querem ver alguma coisa? Então paguem (no privado!); falem com o professor (com cuidado, pode ele voltar a leccionar outra cadeira vossa!); esqueçam o assunto e fiquem na dúvida; vejam, mas apesar do que virem, resignem-se, porque está feito e "eu é que mando", etc.
Podia ficar aqui a contar destas "anedotas" e até outras muito mais interessantes, como aquela em que um professor, na segunda época, mandou sentar os alunos que tiveram menos de seis no primeiro exame, à direita; os que tiveram menos de oito, ao centro; os restantes à esquerda. Porque seria? Para os alunos ficarem mais calmos antes do exame?!!!
Antes de terminar este meu "post", quero dizer que tive excelentes professores e que também os meus filhos tiveram a sorte de encontrar alguns. Humanos, do Superior sem se acharem "superiores", sem medo de serem questionados, porque sabiam o que faziam. Mas os restantes fazem o que querem e até acham que, se são contestados, é porque são exigentes. E exibem esse "estatuto". E não há quem, dentro da instituição, os faça mudar de ideias. Nem sei mesmo se tentam. A ideia que passa para fora das universidades é que o corpo docente está desmembrado! É cada um por si.
Gente incompetente há em todo o lado, professores incompetentes também há em todos os níveis de ensino. Não somos só nós, os do "inferior"! A cada um o que lhe é devido!