Sento-me no fio da esperança,
Embalada pelo desejo.
Adormeço nos braços do silêncio,
Mas é nos sonhos que divago.
Não quero acordar...
Quero ficar assim constantemente
Na ausência, no torpor suave...
Quero deixar-me flutuar
Longe, bem longe, como ave...
Mas este sono não é eterno
E um súbito sobressalto
Devolve-me à dura realidade...
Abro os olhos...quero fechá-los
E ficar assim para a eternidade.








