sexta-feira, 24 de junho de 2011

Desejos

Pudera eu diluir-me na água dos ribeiros
E, disfarçada, percorrer vales e montes,
Ser o azul cobiçado dos amantes
Ou o berço dos nenúfares soalheiros.

Pudera eu ser vapor e nuvem ser
E desenhar meus sonhos no azul celeste
E, quando a minha alma negra fosse,
Transformar-me numa forte chuva agreste.

Pudera eu ser o sol que te acompanha
Ou a lua que sabe os teus segredos,
Ser a estrela cadente dos teus sonhos,
Ser a paz, ser feliz e não ter medos.

Mas nem água, nem vapor, nem nuvem leve,
Nem o Sol, nem estrela, nem a lua,
Sou apenas uma ilusão, 'inda que breve
E aguardo o rio que me torne sua...

5 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Não és uma ilusão...
És uma certeza na poesia. Gostei muito do teu poema.
Querida amiga, tem um bom domingo.
Beijo.

Ana Tapadas disse...

Podes ser (ainda e sempre) aquilo que quiseres!
Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema de amor muito bem rimado.

gostei muito

obrigada!

beij

Vieira Calado disse...

"Quase" em forma de soneto

o poema é rigoroso e bem bonito!


Bjsss

Nilson Barcelli disse...

Reli o teu poema e voltei a ficar encantado com as tuas palavras. Escreve mais...
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.