Num instante se passa
Do tudo ao nada,
Do sorriso ao choro,
Da euforia ao desespero...
Depois,
Fica o amargo vazio,
A culpa sem nome,
A dor na alma,
As questões que te invadem:
Quem és tu?
Porque existes?
Para que existes?
E, no remoinho da tua cabeça,
Surgem teorias que bebeste,
Porque as incutiram nos poros da tua pele,
Mas que nunca compreendeste:
Tu és mulher, filha, mãe,
Trabalhas, lutas, serves.
Tens uma "missão" na terra.
Tiveste um "destino".
Não questiones.
Fecha os olhos.
Obedece-lhe.
sábado, 28 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
Há tanta
coisa que disse,
Tantas que
nunca direi,
Tão pouca
coisa que fiz,
Imensas que
não farei.
Já fui jovem
inocente,
E adulta
convencida,
Hoje nem sei
o que sou,
Na ponta
final da vida.
Tive dores e
alegrias,
Que sempre
achei naturais,
Agora só
tenho dúvidas
Algumas que
são fatais.
Já vivi de
emoções
Que a razão
mal consentia
Agora vivo
da esperança
De ver o
nascer do dia.
Já senti que
a vida é bela,
Também já a
detestei,
Mas há de
ser sempre assim
Que isso
também já sei.
Por vezes, é
no meio do silêncio,
Que revejo o
monótono desfilar
Da estúpida
vida que percorro dia a dia,
Em rotinas
insanas e vulgares
Na árida
solidão por entre gentes.
Sinto-me,
então, envolta em dura mágoa,
Que sei não
ter remédio, mas que dói.
E, se nesse
amargo leito me deixo repousar,
Se da
memória tiro fantasmas atrevidos,
Ensombro os
dias lindos e as noites de luar.
Procuro o
que não tenho, o impossível,
Como todo o ser
humano insatisfeito.
Atormenta-me
a vida como a morte,
Questiono a
razão do meu viver
E nunca sei
o porquê de tal desnorte.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
No refúgio sombrio deste silencioso quarto,
Entrego a minha vida ao acaso do momento,
Enquanto a consciência dormita,
Envolta numa irresponsável tranquilidade,
Subtil adiar da busca de coragem
Para olhar de frente o mundo
E dizer-lhe, de olhos bem fixos no horizonte,
Que estou aqui, disposta a não vergar,
E a ganhar forças
Para arredar de mim todos os fantasmas
Que com armas poderosas
Disparam inquietações
Nos meus tão breves sonhos…
Entrego a minha vida ao acaso do momento,
Enquanto a consciência dormita,
Envolta numa irresponsável tranquilidade,
Subtil adiar da busca de coragem
Para olhar de frente o mundo
E dizer-lhe, de olhos bem fixos no horizonte,
Que estou aqui, disposta a não vergar,
E a ganhar forças
Para arredar de mim todos os fantasmas
Que com armas poderosas
Disparam inquietações
Nos meus tão breves sonhos…
sexta-feira, 11 de julho de 2014
É nesta amarga imensidão dos dias,
Que percorro, desamparada, as estradas do silêncio
E, sem fôlego, se me apaga a voz
E se me entorpecem os sentidos.
Tento esbater em mim a consciência
E distanciar-me de mim própria
Como se não soubesse quem sou
E é tão grande o fingimento
Que, quando o cansaço me derruba
E os olhos marejados se entregam,...
Não sei mesmo quem sou,
Não me reconheço quando me observo
E não sei para que sirvo...
Que estranha e indecifrável missão
Terão escrito no programa da minha vida?
Que percorro, desamparada, as estradas do silêncio
E, sem fôlego, se me apaga a voz
E se me entorpecem os sentidos.
Tento esbater em mim a consciência
E distanciar-me de mim própria
Como se não soubesse quem sou
E é tão grande o fingimento
Que, quando o cansaço me derruba
E os olhos marejados se entregam,...
Não sei mesmo quem sou,
Não me reconheço quando me observo
E não sei para que sirvo...
Que estranha e indecifrável missão
Terão escrito no programa da minha vida?
domingo, 11 de maio de 2014
Deixo-me ficar inerte
Na penumbra silenciosa do meu quarto.
Evito pensar.
Não quero sofrer,
Não quero sentir ausências nem distâncias,
Não quero sequer sonhar.
Deixo que os dias passem,
Dolentes e vazios como sempre,
E talvez o acaso trace a hora
De repor no meu rosto envelhecido
O sorriso inocente da tranquilidade...
Na penumbra silenciosa do meu quarto.
Evito pensar.
Não quero sofrer,
Não quero sentir ausências nem distâncias,
Não quero sequer sonhar.
Deixo que os dias passem,
Dolentes e vazios como sempre,
E talvez o acaso trace a hora
De repor no meu rosto envelhecido
O sorriso inocente da tranquilidade...
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Queria sair por aí, de rosto ao vento
E cabelos molhados pela chuva
Saltitar, alegremente, neste dia tão cinzento,
Rebolar como uma louca no relvado,
Rir às gargalhadas bem sonoras,
Colher florinhas, apanhar amoras,
Dançar alegremente no eirado,
Trautear uma canção mesmo sem voz,
Mostrar loucuras de um coração apaixonado.
E se depois eu ficasse constipada,...
Cheia de tosse e de pingo no nariz,
Que bom seria a teu lado estar deitada,
Bebendo chá com mel, talvez uns pós
E, mesmo doente, com febre, ser feliz.
E cabelos molhados pela chuva
Saltitar, alegremente, neste dia tão cinzento,
Rebolar como uma louca no relvado,
Rir às gargalhadas bem sonoras,
Colher florinhas, apanhar amoras,
Dançar alegremente no eirado,
Trautear uma canção mesmo sem voz,
Mostrar loucuras de um coração apaixonado.
E se depois eu ficasse constipada,...
Cheia de tosse e de pingo no nariz,
Que bom seria a teu lado estar deitada,
Bebendo chá com mel, talvez uns pós
E, mesmo doente, com febre, ser feliz.
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